CHRISTIANA GUINLE

Atores, Faixa 60 anos

Com uma carreira marcada por papéis intensos e atuações premiadas, Christiana Guinle iniciou sua trajetória artística aos 13 anos, em uma participação no programa Armação Ilimitada. Aos 15, conquistou uma bolsa de estudos na Royal Shakespeare Company, na Inglaterra, onde foi aluna de Vanessa Redgrave e se formou como Bachelor Actress. De volta ao Brasil, mergulhou no teatro com o Tablado e, logo depois, estreou profissionalmente em O Ateneu, de Aluísio Azevedo, sob direção de Carlos Wilson.

Com ele, também atuou em Os Três Mosqueteiros e Odisseia, peça pela qual conquistou o Prêmio Mambembe de Melhor Atriz pelo papel de Penélope. No cinema, sua estreia foi em À Espera (1986), curta-metragem dirigido por Luiz Fernando Carvalho, e logo vieram outros trabalhos marcantes, como Mil e Uma (1994), de Suzana de Moraes, e Metalguru (1996), de Flávio Colker, premiado no Festival Mix Brasil e no Verzaubert Internationales Queer Filmfestival, em Berlim.

No teatro, consolidou-se como uma das grandes intérpretes de sua geração, destacando-se em montagens como Os Cegos, de Michel Ghelderode, Lulu, de Frank Wedekind, La Ronde, de Arthur Schnitzler, e Anjo Negro, de Nelson Rodrigues — papel que lhe rendeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz. Em 1996, protagonizou A Dama do Mar, de Henrik Ibsen, em uma montagem histórica no Píer Mauá, indicada ao Prêmio Shell e considerada um marco da revitalização cultural da região portuária carioca.

Na televisão, Christiana Guinle estreou em O Salvador da Pátria (1989), na TV Globo, e atuou em produções de outras emissoras como A Idade da Loba (Band) e Os Ossos do Barão (SBT). Retornou à Globo para integrar tramas de grande sucesso, como Chiquinha Gonzaga (1999), A Casa das Sete Mulheres (2003), Um Só Coração (2004), JK (2006), Lado a Lado (2012) e Boogie Oogie (2014).

Entre suas interpretações marcantes no teatro, está Medeia, de Eurípides, dirigida por Bia Lessa, ao lado de Renata Sorrah. Ao longo da carreira, foi elogiada por nomes como Tônia Carrero, que a descreveu como “a Cacilda Becker de sua geração”.

Versátil e intensa, Christiana Guinle construiu uma trajetória sólida que transita com naturalidade entre o teatro, o cinema e a televisão, sendo reconhecida como uma das grandes artistas de sua geração.

Currículo

Começou sua carreira ao 13 anos com uma participação no programa Armação Ilimitada. Aos 15 anos mudou-se para a Inglaterra após obter uma bolsa de estudos na Royal Shakespeare Company, onde foi aluna da Vanessa Redgrave e formou-se como Bachelor Actress. Ao voltar para o Brasil fez cursos livres e começou a atuar nas peças do Tablado.

Em seguida fez sua estreia profissional na peça O ateneu, de Aluísio Azevedo, com direção de Carlos Wilson. Trabalhou com o mesmo diretor nas peças Os três mosqueteiros, baseada na obra de Alexandre Dumas, e Odisseia, baseada na obra de Homero, com a qual ganhou Prêmio Mambembe de Melhor Atriz por sua interpretação de Penélope.

Estreou no cinema, em 1986, com uma participação no curta metragem À Espera, primeiro trabalho cinematográfico do diretor Luiz Fernando Carvalho. Em 1989 esteve em cartaz com duas peças concomitantemente: Os cegos, de Michel Ghelderode com direção de Moaçyr Góes, e Lulu, de Frank Wedekind com direção de Naum Alves de Souza. Dois anos depois foi dirigida por Ulysses Cruz na peça La ronde de Arthur Schinitzler. Com o mesmo diretor trabalhou em 1994 na peça Anjo Negro de Nelson Rodrigues, trabalho que lhe rendeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz, e em 1996 à frente da produção de A dama do mar, peça de Henrik Ibsen estreada no Píer Mauá, projeto inovador que impulsionou a revitalização do Cais da Gamboa, por esse trabalho foi Indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz.

Em 1993 atuou na peça O inferno são os outros, com direção de Antônio Abujamra e foi Indica ao Prêmio Molière de Melhor Atriz, sendo considerada “a Cacilda Becker de sua geração” nas palavras de Tonia Carrero No ano seguinte fez o filme Mil e Uma, com direção de Suzana de Moares, e em 1996 atuou em Metalguru, de Flávio Colker, que ganhou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Atriz no Festival Mix Brasil e no Verzaubert Internationales Queer Filmfestival em Berlim.

Em 1989 fez sua estreia na TV com a telenovela O Salvador da Pátria da TV Globo onde interpretou Leda, a secretária de Severo Blanco (Francisco Cuoco), em 1995 transferiu-se para a Rede Bandeirantes e participou da telenovela A Idade da Loba, e em 1997 transferiu-se para o SBT e participou da telenovela Os Ossos do Barão. Voltou a trabalhar com Jayme Monjardim, quando foi contratada novamente pela Rede Globo em 1999 para viver a personagem Aimée em Chiquinha Gonzaga, com ele também fez seu trabalho seguinte na emissora interpretando a Irmã Damiana, freira responsável por vigiar Rosário, personagem de Mariana Ximenes, em A casa das sete mulheres

Em 2004 atuou ao lado de Renata Sorrah em Medeia, tragédia de Eurípides, dirigida por Bia Lessa. Nesse mesmo ano fez a minissérie Um só coração, interpretando sua própria tia Gigi Guinle. Dois anos depois participou da minissérie JK.

Em 2012 retornou ao teatro com a peça Criados em Cativeiro de Nicky Silver, com direção de Jefferson Miranda. No mesmo ano também retornou para a televisão na novela Lado a Lado, na qual interpretou Carlota, mulher conservadora e amarga que junto da irmã Constância, vivida por Patrícia Pilar, tentava coagir qualquer movimento de transgressão e infernizava a vida de sua outra irmã Celinha, vivida por Isabela Garcia, e de sua filha Alice, vivida por Juliane Araújo. Dois anos depois deu vida à Márcia na novela Boogie Oogie, enfermeira que ajudou Suzana, personagem de Alessandra Negrini, a trocar na maternidade as recém nascidas Sandra e Vitória, interpretadas por Ísis Valverde e Bianca Bin respectivamente.

Vida pessoal

Christiana se define como lésbica de gênero fluido.[1][2][3]

Filmografia

Teatro

  • 1987 – O Ateneu
  • 1987 – Odisseia
  • 1993 – O Inferno São os Outros
  • 1994 – Anjo Negro[4] – Direção de Ulysses Cruz
  • 1996 – A Dama do Mar – Direção de Ulysses Cruz
  • 2004 – Medeia – Direção de Bia Lessa
  • 2023 – Gênero: Livre[5] – Direção de Ernesto Piccolo

Cinema

Ano Título Personagem Notas
1986 À Espera Jovem Curta-metragem
1996 Mil e Uma Luciana[6]
Metalguru Motoqueira Curta-metragem
2018 Chacrinha: O Velho Guerreiro Ordep

Televisão

Ano Título Personagem Notas
1989 O Salvador da Pátria Leda[7]
1990 Delegacia de Mulheres Walderez
1992 Você Decide Episódio: “Prova Final”
1995 A Idade da Loba Isildinha
1997 Os Ossos do Barão Vilma
1999 Chiquinha Gonzaga Aimée
Você Decide Episódio: “Mulher 2000”
Episódio: “O Esposo”
Oneida Episódios: “Numa Sexta-Feira 13: Parte 1 e 2 “
2000 Danuza Episódio: “Mania de Casar”
2003 A Casa das Sete Mulheres Irmã Damiana
2004 Um Só Coração Danuza
2006 JK Dona Coracy
2010 Ti Ti Ti Lídia [8]
2012 Lado a Lado Carlota Camargo Passos
2014 Boogie Oogie[9] Márcia

Prêmios

  • s/d – Mambembe – Melhor Atriz por Odisséia de Homero
  • 1993 – Molière – Indicação de Melhor Atriz por O Inferno são os Outros
  • 1994 – APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte)- Melhor Atriz por Anjo Negro
  • 1996 – Shell – Melhor Atriz por Dama do Mar
  • 1996 – Festival Alternativo de Berlin – Melhor Atriz por Metalgur